As dez cidades com mais motos por pessoa

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a cidade de São Paulo, não faz parte desta lista.

11/07/2011 - André Jordão (Infomoto) / Fonte: iCarros

O IBGE, em parceria com Denatran, realizou um levantamento no fim de 2010 que revelou as dez cidades com mais motos por pessoa. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a cidade de São Paulo, por exemplo, não faz parte desta lista. Aliás, apenas três cidades do Estado de São Paulo estão entre as dez, mas todas no interior. Quem encabeça a relação é uma cidade em Rondônia (Ji-Paraná), seguida por uma em Tocantins (Araguaína). Completando o pódio desta lista vem Araçatuba, localizada no interior de São Paulo. Segue abaixo a relação com as dez cidades com mais motos por habitante, segundo o IBGE/Denatran.

1 – Ji-Paraná (RO): 26,4 motos a cada 100 habitantes
Localizada em Rondônia, Ji-Paraná possui uma população de 116.610 habitantes, sendo apenas a 225ª cidade mais populosa do Brasil. O nome do município é de origem indígena e significa rio-machado. Ji-Paraná também é conhecida como o Coração de Rondônia, devido à localização da cidade na região central do estado e a presença de uma ilha, com o formato que lembra um coração, perto dos rios Machado e Urupá. Um motivo que pode levar os habitantes de Ji-Paraná a se locomover tanto de moto é o clima. As temperaturas médias anuais variam entre 24º e 26°C, podendo marcar máximas de 33°C.

2 – Araguaína (TO): 25,8 motos a cada 100 habitantes
Nos primeiros anos de vida do Estado do Tocantins, quando foi estabelecida a Constituição de 1988, Araguaína era a maior cidade do Estado e a provável capital, mas acabou perdendo o posto para Palmas. Atualmente com 150.520 habitantes, a cidade passou a ser a segunda maior população do Tocantins, de acordo com o Censo 2010. A economia se baseia na pecuária e na agricultura e a cidade se orgulha de ter três frigoríficos de referência nacional: Bertin, Minerva e o Boiforte. O transporte coletivo em Araguaína está a cargo da Viação Lontra, que não possui uma frota ampla e condizente com as necessidades nos moradores da cidade. Por isso, talvez, a moto seja um veículo muito utilizado por lá e são os números de habitante/moto que colocam Araguaína na segunda colocação deste ranking.

3 – Araçatuba (SP): 24,6 motos a cada 100 habitantes
Próxima do rio Tietê, considerado limpo na região, Araçatuba é a primeira cidade não-ribeirinha do estado de São Paulo a captar água diretamente deste rio. Ainda está sobre o Aquífero Guarani, a maior reserva de água doce do mundo e é cortada pelo Ribeirão Baguaçu, que abastece parte do município. Em Araçatuba, 100% do esgoto é tratado antes de ser lançado nos cursos de água. A história de Araçatuba está ligada intrinsecamente à construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, visando a interiorização do País. Como hoje em dia o Brasil abandonou a política ferroviária, os moradores de Araçatuba resolveram se locomover de moto e, por isso, estão em terceiro lugar do Brasil em número de habitantes por moto.

4 – Birigui (SP): 24,6 motos a cada 100 habitantes
Birigui é uma das principais cidades da região oeste paulista, podendo ser acessada pela rodovia Marechal Rondon (SP-300). É conhecida como a capital latina do calçado infantil, por ser o maior pólo industrial da América do Sul especializada neste segmento. Conta com 459 indústrias de calçados e teve faturamento estimado no ano de 2006 de mais de R$ 800 milhões, tendo produzido cerca de 57 milhões de pares. Quase 85% de sua produção é direcionada ao público infantil. Do total, 11,7% foram exportados em 2006, atingindo mais de 70 países. As indústrias de Birigui empregam em torno de 18 mil trabalhadores, mais de 60% dos empregos oferecidos na cidade. E para ir ao trabalho e voltar, muitos moradores de Birigui utilizam a motocicleta como meio de transporte, em proporção, mais que a capital do seu estado.

5 – Rondonópolis (MT): 24 motos a cada 100 habitantes
O município de Rondonópolis é cortado pelas rodovias federais BR 364 e BR 163, as mais importantes vias de escoamento da produção e ligação do Mato Grosso e região Norte com o Sul do país. Esta localização estratégica faz com que Rondonópolis se consolide a cada ano como Pólo Industrial do Centro-Oeste. Daqui a alguns anos os trilhos da Ferronorte devem chegar próximos à cidade e impulsionar ainda mais o desenvolvimento da região devido entre outros fatores, à implantação do Porto Seco. O Porto Seco, que é uma zona exportadora, vai reduzir os custos de exportação da produção local e estadual. Sua população em 2010 foi estimada em 202.045 habitantes e a cada cem habitantes, 24 possuem uma moto.

6 – Sinop (MT): 22,5 motos a cada 100 habitantes
Sinop, além de ficar no Mato Grosso e ser a cidade do goleiro Rogério Ceni, é conhecida no universo das duas rodas por ser a cidade natal do piloto de freestyle Gilmar Flores, o Joaninha. A principal atividade econômica é a prestação de serviços, com grande destaque também para o setor pecuário (bovinos e suínos), cultivo de algodão e cereais (soja, milho e arroz) e indústria madeireira. Inspiração de Joaninha ou não, Sinop está na sexta colocação desta lista, com 22,5 motos a cada cem habitantes.

7 – Rio Claro (SP): 20,5 motos a cada 100 habitantes
A ótima localização coloca Rio Claro como uma das cidades mais importantes do interior de São Paulo. Rio Claro fica na região de Campinas, a 240 km do porto de Santos, 85 km do Aeroporto Internacional de Viracopos, 200 km do Aeroporto Internacional de Guarulhos e a 190 km capital paulista. A cidade foi fundada com o nome de "São João Batista do Ribeirão Claro", nome que foi mais tarde alterado para São João do Rio Claro, e por força da Lei Estadual nº 975, de 20 de dezembro de 1905, teve sua denominação alterada para Rio Claro. Por estar tão bem localizada, Rio Claro tem muitas motos, pois convenhamos, é bem mais fácil ir de moto para o aeroporto ou visitar a capital, não é?

8 – Brusque (SC): 20,2 motos a cada 100 habitantes
A primeira representante da região Sul do País fica no estado de Santa Catarina. A população de Brusque, recenseada em 2010, é de 105.495 habitantes, sendo a 11ª maior cidade em população no Estado. Brusque possui um sistema de transporte público precário, onde as únicas duas empresas que operam na cidade não renovam a frota da maneira que a população merece. Não há abrigo para a população esperar o transporte e os horários são ruins. As grandes empresas são obrigadas a terceirizar o transporte de seus empregados em razão do deficiente sistema de transporte público. Mesmo sendo uma das regiões mais ricas do País, o município sofre com o transporte, talvez por isso, 20,2 pessoas em cada cem têm uma motocicleta.

9 – Palmas (TO): 20 motos a cada 100 habitantes
Palmas foi fundada em 20 de maio de 1989, logo após a criação do Tocantins pela Constituição de 1988 e, além da capital, é a maior cidade do Estado de Tocantins. Após mais de vinte anos, sua população chega aos duzentos mil habitantes. Hoje em dia, 70% das quadras habitadas já estão pavimentadas. O mesmo ocorre com saneamento básico e água tratada que chega a 98% da população. De um modo geral a cidade é caracterizada pelo seu planejamento, pois foi criada quase na mesma forma de Brasília, com a preservação de áreas ambientais, boas praças, hospitais e escolas. Segunda capital mais segura do Brasil — superada apenas por Natal —, 20% de sua população possui uma moto.

10 – Parnaíba (PI): 19,9 motos a cada 100 habitantes
Parnaíba está localizada no Piauí e possui uma população de mais de 146 mil habitantes. Desta forma, é a segunda cidade mais populosa do Estado, perdendo apenas para a capital Teresina. Carinhosamente, a cidade também é conhecida como a "Capital do Delta", pois é o portal de entrada para quem quer conhecer o único delta em mar aberto das Américas: o Delta do Parnaíba. A principal atividade econômica de Parnaíba é a exportação de cera de carnaúba, óleo de babaçu, gordura de coco, folha de jaborandi, castanha de caju, algodão e couro. E é no estado do Piauí que a lista de cidades com mais motos por pessoa acaba, lembrando que o levantamento feito pelo IBGE e o Denatran e levou em consideração municípios com mais de 100 mil habitantes.

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