Confira os lançamentos do Salão Duas Rodas 2011

Maior feira do setor de motocicletas da América Latina, a edição deste ano trouxe diversas novidades

11/10/2011 - Arthur Caldeira/Agência INFOMOTO (Fotos: Doni Castilho/Agência INFOMOTO) / Fonte: iCarros

Para os visitantes que buscam novidades, a 11ª edição do Salão Duas Rodas, que aconteceu entre os dias 4 e 9 de outubro no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo (SP), reservou inúmeras atrações. Há cores inéditas, modelos da linha 2012 renovados, versões limitadas e, o mais importante, novas motocicletas. São tantas que selecionamos 15 delas que os fãs de duas rodas precisam conhecer. Conheça:
 
Honda CB 1000R

A big naked com visual agressivo é uma das apostas da Honda para conquistar os consumidores de motos de alta cilindrada. Seu motor de quatro cilindros em linha, 998 cc, e 125 cv de potência máxima, é derivado da esportiva CBR 1000 RR 2007, assim como seu quadro e ciclística. Com guidão conforto e baixo peso, a CB 1000R deve oferecer uma pilotagem fácil e confortável. Destaque para o design italiano estilo agressivo, tipo streetfighter. E não pense que ela se parece com a nova Hornet 600, pois foi lançada anteriormente no exterior e, na verdade, foi a inspiração para a naked de 600cc.

Disponível em duas cores, verde metálico e preto, a CB 1000R chega nas versões standard e com freios C-ABS, com preço sugerido de R$ 37.800 e R$ 40.800.
 
Yamaha XT 660Z Ténéré

A chegada da XT 660Z Ténéré era muito aguardada pelos fãs de motos aventureiras. Com uma vocação mais estradeira do que a XT 660R, a nova Ténéré é equipada com o mesmo motor quatro tempos monocilíndrico OHC (comando simples no cabeçote) de 660cc, capaz de gerar até 48 cv a 6000 rpm. O torque de 5,95 kgf.m a 5500 rpm aliado com a suspensão traseira tipo monocross de 200 mm de curso e o garfo telescópico dianteiro confirmam a vocação fora de estrada da nova trail da Yamaha, que estreia no Brasil após quatro anos de seu lançamento no exterior.

O conjunto óptico, composto por farol único e retangular, é uma das diferenças desta Ténéré para suas irmãs. Na parte ciclística, mais mudanças em relação a XT 660R. A XT 660Z Ténéré tem guidão mais alto e uma posição de pilotagem menos agressiva. O preço sugerido é de R$ 30.500.
 
Kawasaki Concours 14

Para se firmar como uma marca Premium no segmento de motos de alta cilindrada, a Kawasaki lançou no Salão a Concours 14, uma potente grã turismo com motor de 1.400 cc.

A enorme Concours 14 já mostra no visual sua vocação estradeira. Além do grande para-brisa regulável eletronicamente, conta com malas laterais rígidas de série.

Derivada da esportiva ZX-14 tem propulsor quatro cilindros em linha de refrigeração líquida, com 1.352 cm3. A potência chega a 155 cv a 8.800 rpm com um torque máximo de 13,9 kgf.m a 6.200 rpm. Para domar toda essa potência, o modelo traz controle de tração e freios ABS. Seu preço, entretanto, ainda não foi definido, mas ela deve desembarcar nas concessionárias Kawasaki até o final deste ano.
 
MV Agusta Brutale 1090

A marca italiana de motos de luxo desembarca no Brasil em parceria com a Dafra. A empresa brasileira montará no Pólo Industrial de Manaus, por meio do sistema CKD, a superesportiva F4 1000 e as novas naked Brutale 1090R e 1090RR. Além disso, a Dafra será a representante da marca e nomeará os concessionários para o mercado interno

O grande destaque fica por conta da Brutale 1090 – a mais recente motorização da bela naked italiana lançada pela MV Agusta. Equipada com motor de quatro cilindros e 1090 cc capaz de produzir 144 cv, a Brutale vai ser comercializada nas versões R e RR, que se diferenciam no acabamento -- mais exclusivo na RR. O preço sugerido para a 1090R é de R$ 56.000, e para a RR, R$ 64.000. A MV Agusta também vai comercializar a superesportiva F4 1000 por R$ 68.000.
 
BMW G 650 GS Sertão

Atualmente a BMW monta três modelos em Manaus (AM) pelo processo CKD, as trails G 650 GS e F 800 GS e a naked F 800R. Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil, comemorou o desempenho da marca nos últimos anos. “De 2007 para 2011 tivemos um crescimento de sete vezes em volume de vendas. Devemos fechar o ano com cerca de 6.000 unidades comercializadas. As versões montadas em Manaus somam 3.000 unidades”, detalha Henning.

Para comemorar o bom momento, a marca bávara resolveu fazer um lançamento mundial de outro modelo, que também será montado no Brasil: a G 650 GS Sertão. Derivada da G 650 GS, a versão Sertão será fabricada também em Berlim, na Alemanha, para todo o mundo. A moto on/off-road passa a ser vendida no País a partir de maio de 2012, com preço sugerido de R$ 32.800. As diferenças entre as versões GS standard e a Sertão ficam por conta das rodas raiadas e maiores (21 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira), maior curso no conjunto de suspensão, com 210 mm em ambas as rodas.

Além disso, a nova versão traz pintura personalizada (em branco e azul, com a inscrição “Sertão” na lateral do falso taque de combustível), para-lama alongado, bagageiro de série e para-brisa mais alto. Já o sistema de freios ABS está disponível como equipamento opcional e pode ser desativado para condução off-road. O motor de 650cc é o mesmo para as duas versões – monocilíndrico, equipado com injeção eletrônica de combustível e refrigerado a líquido. O propulsor gera 48 cv de potência máxima a 6500 rpm.
 
Honda CBR 600F

A CBR 600F, lançada no exterior no início deste ano, tem a proposta de ser uma esportiva confortável. Trata-se de uma versão carenada da Hornet, com quem divide a mesma motorização e ciclística. Empurrada por um tetracilíndrico de 600cc que oferece 102 cv de potência máxima a 12.000 rpm, a CBR 600F tem o mesmo quadro monotrave em alumínio e as mesmas suspensões, mas a posição de pilotagem é diferenciada. Em vez do guidão inteiriço da Hornet, a CBR 600F tem semi guidões e uma posição um pouco mais esportiva.
Além, é claro, da carenagem integral que protege o motociclista dos efeitos do vento e contribui para o baixo atrito e resistência aerodinâmica. Disponível em duas versões, standard e ABS, a CBR 600F só chega às lojas em novembro, nas cores branca (apenas versão Standard) e preta. Seu preço público sugerido é de R$ 32.500,00 para a versão Standard e R$ 35.500,00 para a versão com freios C-ABS.
 
Harley-Davidson Street Glide

A marca norte-americana deve fechar o primeiro ano atuando oficialmente no Brasil com 4.500 unidades comercializadas. Resultado acima das expectativas, já que as vendas na nova fase da empresa começaram em abril. Para ampliar a participação no segmento de motos Premium, a marca norte-americana quer chegar a 20 concessionárias no final de 2012 (hoje são oito) e apresentar seus novos modelos de forma quase simultaneamente em relação à matriz nos Estados Unidos. Nesta primeira participação da Harley-Davidson do Brasil no Salão Duas Rodas, a centenária marca expôs oito novas motocicleta. Escolhemos a Street Glide como um dos destaques por se tratar do modelo mais vendido da Harley em todo o mundo.

Esteticamente, a Street Glide chama a atenção pela tradicional carenagem "asa de morcego", para-brisa compacto, mala laterais rígidas e roda dianteira com cinco raios estilizados. O modelo é equipado com o motor Twin Cam 103 de 1700 cm³ e câmbio de seis velocidades. A suspensão traseira é ajustável e os freios são da grife Brembo, com sistema ABS de série. Como diferenciais, piloto automático e sistema de som. Preço sugerido: a partir de R$ 61.200.
 
Ducati Streetfighter 848

Essa estreia mundial da marca italiana não poderia ficar de fora da lista. Afinal, a Streetfighter 848 está sendo vista ao vivo pela primeira vez no mundo aqui no Brasil. A Streetfighter 848 nasce com a proposta de ser um pouco mais dócil e mais acessível do que sua irmã mais velha, a 1098. O modelo deverá estar disponível em 2012 simultaneamente para os mercados europeu, norte-americano e brasileiro. A nova streetfighter será vendida em três opções de cores: vermelha, amarela e preta fosca.

O modelo está equipado com o motor Testastretta, de dois cilindros em “L”, 849cm³ de capacidade, semelhante ao usado na superesportiva 848 Evo, porém mais “manso”. Este propulsor gera pouco mais de 130 cv de potência máxima. Montada sobre o tradicional quadro em treliça, a naked italiana contará com os potentes freios Brembo de fixação radial na dianteira. Além do design radical, outro diferencial da nova Streetfighter 848 ficará por conta da adoção do controle de tração (DTC).
 
Kasinski GT 650

Além de ser uma novidade, a Comet GT 650, versão naked da Comet GT 650R, chama atenção pelo seu preço bastante competitivo: R$ 19.990. A naked GT 650 compartilha o mesmo motor Hyosung V2 que a esportiva GT 650R e praticamente a mesma ciclística: “Há alguns componentes de outros fornecedores e muitos fabricados e desenhados pela CR Zongshen”, explica Claudio Rosa, presidente da empresa. Uma das novidades em termos de design aparece no farol com formato trapezoidal.
 
Ducati Diavel AMG

A Diavel AMG é fruto da parceria entre a Ducati e a divisão de preparação da Mercedes-Benz, a AMG. Baseada na Diavel Carbon, a Diavel AMG Special Edition conta com rodas de cinco raios de alumínio forjadas com desenho praticamente igual à utilizada na Mercedes SLS AMG e peças laterais de fibra de carbono e ponteira do escape em titânio. Na parte estética, a Diavel AMG traz o quadro em treliça pintado em branco. Já a capa do tanque de combustível e a rabeta receberam uma faixa branca que, em conjunto com a capa do banco em couro alcântara, dão um ar mais requintado ao modelo.

A Ducati Diavel AMG está equipada com motor dois cilindros em “L”, Testastretta 11°, distribuição Desmodrômica, quatro válvulas por cilindro e arrefecimento à líquido. Com 1198,4 cm³ de capacidade, o propulsor entrega 162 cv de potência máxima a 9500 rpm e 13 kgf.m de torque máximo a 8000 rpm. A Diavel AMG está avaliada em R$ 100 mil, já que é uma série limitada e quase uma peça de colecionador.
 
Harley-Davidson CVO Ultra Classic Electra Glide

Neste modelo americano a palavra-chave é exclusividade, já que se trata de uma moto customizada pela própria fábrica. A exclusiva Ultra Classic é equipada com o maior motor em produção pela H-D, o Screamin' Eagle Twin Cam 11 de 1800 cm³. Propulsor à parte, o modelo conta com vários mimos: manoplas aquecidas e o assento duplo com encosto para piloto e garupa. A moto oferece sistema de áudio de alto desempenho, iPod com controles pelo rádio, sistema de navegação GPS à prova d’água, tour-pak com lanterna traseira e luz de LED. Serão importadas para o Brasil apenas 50 unidades desta edição limitada. Toda essa exclusividade e conforto tem um preço alto: R$ 104.900.
 
Kawasaki Ninja 1000

A Ninja 1000 é, na verdade, uma versão carenada da naked Z 1000. Apresentada no Salão de Colônia (ALE) em 2010 é chamada na Europa de Z 1000 SX. Tanto que traz a mesma ciclística da naked de 1000cc, suspensão dianteira com garfo invertido ajustável, balança traseira com amortecedor a gás e mola de pré-carga ajustável. O motor também é um quatro cilindros em linha, DOHC de 1043 cm3, que gera 138 cv de potência a 9.600 rpm.

O grande destaque fica mesmo por conta da carenagem integral, com um conjunto óptico formado por faróis duplos. O pára-brisa, que a credencia para viagens, conta com três posições de ajuste para melhor proteção aerodinâmica. Seu preço varia de R$ 48.990 (standard) e R$ 51.990 (com freios ABS) – valores sem frete – e o modelo chega às lojas em novembro.
 
Suzuki M800R

A Suzuki não trouxe muitas novidades no segmento de motos esportivas. A marca preferiu renovar sua linha de motos custom, com destaque para a M800R, uma nova versão da M800. A moderna custom, equipada com motor V2 de 800 cc e refrigeração líquida, ganhou um novo conjunto óptico, que deu um ar mais agressivo ao modelo. A M800R também teve a sua traseira redesenhada. A lanterna de LED abaixo do para lama agora esta sobre a peça. A M1500R, modelo de 1500cc, também foi apresentada com o mesmo conjunto óptico. A nova custom M800R só chega às lojas em 2012. O preço não deve ultrapassar os R$ 32.000.
 
Honda CBR 250R

Entre os segmentos que crescem no mercado brasileiro de motocicletas está o de modelos entre 151cc e 400cc, que corresponderam a cerca de 9% de todo o segmento de duas rodas em 2010. Não são motos grandes, tampouco as pequenas utilitárias de 125cc. Por conta disso, um dos grandes atrativos do estande da Honda foi a pequena esportiva CBR 250R, lançada na Europa em maio passado.

Com roupagem de superesportiva, seguindo as linhas da CBR, a nova 250R traz um propulsor de um cilindro, com duplo comando de válvula no cabeçote (DOHC), quatro válvulas, refrigeração líquida alimentado por injeção eletrônica de combustível, capaz de produzir 26,4 cavalos de potência máxima a 8.500 rpm, e pico de torque de 2,42 kgf.m a 7.000 rpm. Equipada com freio a disco nas duas rodas, a CBR 250R conta com dois semi-guidões e as pedaleiras recuadas, projetados para criar uma posição de pilotagem esportiva.
Mas os jovens pilotos ainda terão de aguardar, pois a CBR 250R só chegará em janeiro do próximo ano. O preço ainda não foi definido, mas o modelo deverá ser importado, nas cores branca e preta e terá a opção de freios ABS.
 
Dafra Roadwin 250R

A Roadwin é um importante lançamento porque marca a entrada da Dafra no segmento de 250cc e inaugura a parceria com a coreana Daelim. A colaboração entre as duas empresas será de co-brand, como já ocorre com SYM e Haojue – os modelos Citycom 300i e Smart 125 saem com a marca das duas empresas, respectivamente. O primeiro fruto da parceria Dafra-Daelim será uma pequena esportiva de 250cc, a Roadwin 250R. Equipada com motor de um cilindro, 249 cm³, duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC), refrigeração líquida e injeção eletrônica, a Roadwin 250R vem brigar com Kasinski Comet 250, Kawasaki Ninja 250R e a futura Honda CBR 250R, lançada neste Salão.

Dotada de uma carenagem integral e conjunto óptico duplo, a Roadwin 250R aposta em um visual bastante esportivo, porém um desempenho nem tanto. Capaz de oferecer 24 cavalos de potência máxima a 9.000 rpm, a 250cc pode chegar a 130 km/h, segundo informações da Dafra. A moto ainda conta com garfo telescópico convencional, na dianteira, e balança monoamortecida, na traseira, além de freio a disco em ambas as rodas.
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